20 de jun de 2010

Tecnologias e novas educações






Este espaço está reservado para as minhas produções acadêmicas para a Pós - graduação na UFBA em: TECNOLOGIAS E NOVAS EDUCAÇÕES - MÓDULO 1

1. Trabalho ( estudo realizado do texto )- Minha resenha crítica

BONILLA, Maria Helena. A práxis pedagógica presente e futura e os conceitos de verdade e realidade frente às crises do conhecimento científico no século XX. In.: PRETTO, Nelson De Luca. Tecnologias e Novas Educações. Edufba: Salvador, 2005. p. 70-81.

Maria Helena Silveira Bonilla possui graduação em Ciências, Licenciatura pela Universidade Regional do estado do Rio Grande do Sul (1985); Mestre em educação nas Ciências pela Universidade do Rio Grande do Sul (1997) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2002). Tem história na área de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação com muitos trabalhos interventivos para a inserção das tecnologias nos ambientes educacionais, sobretudo, a formação de educadores e no uso de software livre.

No texto escrito por Bonilla, com o título: “A práxis Pedagógica presente e futura e os conceitos de verdade e realidade frente às crises do conhecimento científico no século XX, ela expõe, de forma pertinente, as transformações sociais que são perceptíveis, hoje, também nos ambientes educacionais de forma impactante ao que se referem aos novos paradigmas frente aos ambientes educacionais, principalmente, no que tange à práxis pedagógica.

É retratado, por Bonilla, no texto, sobre novas idéias nítidas e possíveis de ser observadas paralelamente numa cosmovisão da sociedade Medieval, Moderna e Contemporânea contextualizando filosoficamente as ordens em que estas estão definidas.
A sociedade Medieval era de uma ordem atemporal (infinito-eterna) em que cada ser assumia seu lugar no espaço natural, ordenando-se simplesmente, ao todo e apoiando-se na ordem religiosa e filosófica.


De acordo a Bonilla, a cosmovisão Moderna trás uma forma de pensamento relacionada à linguagem e às tecnologias da escrita. Foi a impressão que possibilitou a base ampla para educação mundial e para a relação mútua do homem, sociedade, e natureza. Isso é possível se perceber dentro de fatores históricos onde no século XX, os cientistas, principalmente os físicos atômicos se debateram com polêmicas para perceber o universo, por isso nessa cosmovisão, a relação do homem com a natureza é considerada interativa ( relacionadas). Assim, a reconfiguração da cosmovisão moderna está intimamente relacionada com as novas complexidades, multipolares, que estão surgindo na contemporaneidade. A autora afirma que a relação desta cosmovisão entre o homem e a natureza está em virtude dos questionamentos e transformações que surgiram como paradigmas científicos e tecnológicos, assim sociedade e suas regras passam por uma resignificação.

A cosmovisão contemporânea mostra os sistemas interligados e que não podem ser vistos de forma isolada, mas sim fixá-los no campo das possibilidades, sendo este, um desafio dos tempos. Nesta “nova ordem” segundo Bonilla, a escola obtém noção de ordem hegemônica, obtendo no aluno um olhar separado entre instituição de ensino e transformações sociais, apesar dos alunos mostrarem sua realidade em atitudes visíveis no ambiente educacional. A autora, então contextualiza que nem as instituições de ensino e nem os docentes sabem adequar sua práxis frente às rápidas mudanças que ocorrem interna e externamente na sociedade, pois estes se mantêm “enraizados” aos dogmas que já não surtem efeito ao “novo paradigma” social, ao que se refere o uso das tecnologias que transcende em toda ordem social.

Frente a esta cosmovisão, Bonilla, critica coerentemente a esta escola por não acompanhar os paradigmas que surgem e nem tão pouco adequá-lo à prática pedagógica, por isso não se consegue resolver, de forma efetiva, as complexidades do mundo global. A autora afirma a importância das tecnologias nos ambientes educacionais e escolares, não apenas como instrumento, mas como meio de possibilidades, de novas aplicabilidades educacionais e novas linguagens que podem somar de forma efetiva para o processo de ensino e aprendizagem.

Segundo Bonilla “é necessário entendermos a tecnologia não apenas como o fazer, mas também como o dizer, o entender, o intencionar o que se faz.”

Bonilla não desconfigura o papel da escola, mas enfatiza que numa sociedade contemporânea e que “sofre” grandes modificações sociais e tecnológicas não vale mais o puro tradicionalismo (hegemonia fechada à exterioridade e compartimentada em dogmas religiosos e filosóficos) esta sociedade tem que ser um lugar de múltiplas trocas de saberes dinamizados e que os conteúdos curriculares não podem ser construídos desatrelado ao contexto do mundo e da nova ordem social.

As TIC’S não podem ficar de “fora” do processo escolar, pois as tecnologias da informação e comunicação têm formado um novo sujeito de percepções diferentes em sua linguagem, pensamento, expressões, culturas etc. Se a escola não estiver associada a este novo contexto social, os problemas que nela existe: fracasso escola, evasão, ineficiência do ensino entre outras questões só terão a agravar tornando o ambiente de aprendizado a cada dia menos atraente aos educandos.
Contudo, é necessário revolucionar a escola. Transformar a práxis pedagógica, pois esta não pode assumir posição de neutralidade mediante a cosmovisão da contemporaneidade, mas possibilitar modificações mediante as tecnologias e novas educações.

3 comentários:

Beatriz Carvalho disse...

Mamãe quero ser como vc, por isso que quando vc está estudando eu fico do ladinho lendo meu livro de Pequeno Príncipe.

Educação: da Intenção a Ação disse...

Filha, vc vai muita mais longe, pois desde já vc já faz um caminho lindo . Te amo minha princesa!

Educação: da Intenção a Ação disse...

Filha, vc vai muita mais longe, pois desde já vc já faz um caminho lindo . Te amo minha princesa!