19 de abr de 2011

Estudo indígena na sala de aula

Contexto Legal:

Lei 11.645, sancionada no dia 10 de março deste ano, obriga as escolas brasileiras a incluírem a história e a cultura indígena em seus currículos. Com a modificação da lei 10.639 de 2003, que incluía a história e cultura afro-brasileira no currículo escolar do país, a História e cultura indígena também deverão estar presentes nas salas de aula brasileiras. A lei 11.645, sancionada pela Presidência da República em 10 de março deste ano, torna obrigatório o ensino desses dois conteúdos para alunos do Ensino Fundamental e Médio, tanto de escolas públicas como privadas.

Pela lei, os assuntos serão ministradores no âmbito de todo o currículo escolar, mas, em especial, nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil.

Desde 2003, as escolas vem se preparando para o ensino da cultura e historia afro-brasileira. .

Fonte: HP TV CENTRO AMÉRICA NEDAL :: Núcleo de Estudos e Debates sobre a América Latina

Com relação ao ensino da história e cultura indígena, a escolha sobre a forma de abordagem dos temas depende da realidade de cada escola. "Depende do projeto pedagógico da escola. Se for um projeto multidisciplinar, a abordagem não será em disciplinas, mas por temas de estudo. Se o projeto for disciplinar, será melhor trabalhar por temática específica para aprofundar o conhecimento", orienta a coordenação, por meio da assessoria de imprensa.

A história e cultura afro-brasileiras, africanas e indígenas são componentes curriculares a serem incluídos em todas as disciplinas, especialmente naquelas destacadas pela legislação - educação artística, literatura e história.

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Contexto da Prática Pedagógica:
 
A Lei que obriga, ou seja, que legitima o estudo da cultura afro e indígena nas escolas apresenta de forma bem clara, que este estudo é sobre o conhecimento da cultura desses povos, porém não sei até que ponto isto ficou claro na prática dos educadores, de maneira geral, sejam estes de escolas públicas ou particulares.

Devemos comemorar o dia do índio como antes? Enchendo a cabeça das crianças de penas de cartolina e tanga de papel? Até que ponto esta ação pedagógica é relevante a lei 11 645.

Penso que se esta fosse a proposta legitimada na referida seria desnecessário a lei, pois eu mesma aos 6 anos de idade devo ter voltado pra casa em um dia 19 de abril toda de índia e minha mãe deve ter registrado em fotos. Mas que sentido tinha para eu criança de 6 anos? Será que entendia o que tava acontecendo? E as crianças que vi, hoje, dia 19 de abril, por toda Salvador, por onde andei? Que sentido havia?

Nesse contexto, até penso que é importante referenciar o dia 19 de abril, porém entender que a cultura indígena, como as demais culturas são temas curriculares e que não podem ser resumidas “em penas”.


Ao invés da rotina percebida em toda a Cidade de Salvador com as crianças enfeitadas de índios, propus aos alunos do 1º ano (6 anos), o estudo de uma lenda diferente, Uma lenda indígena.

Então procurei através de uma lenda iniciar um estudo sobre a cultura indígenas e sobre índios do Amazônia e que terão continuidade nas unidades seguintes, até chegarmos aos Tupinambás, os índios da região baiana, ou seja os mais comentados na história do Brasil.

PRÁTICA PEDAGÓGICA REALIZADA, HOJE, DIA 19 DE ABRIL

Local: Escola Municipal Bela Vista do Lobato
Turma 1o ano
Professora: Lusiane Carvalho
Turnos : Matutino e Vespertino

Plano de Aula
Tema : Lenda Indígena - A lenda da Vitória Régia
Intenção: Trabalhar um tema de relevância indígena, mas que pode dar continuidade a estudos indígenas ( tribos, folclore, grupos indígenas, características , entre outros.).


Habilidades:

Área de conhecimento: Líteratura, História e Artes

Os recursos necessários:
* Caixas de pizzas (limpas);
* Tinta guache (verde);
* Cola;
* Papel crepon (branco ou amarelo);
* A lenda xerocada : A lenda da Vitória Regia

Pocedimentos:

Prepare a sala para sala-oficina forrando as mesas ou carteiras de papel de josrnal velho. Iso já vai dar uma intencionalidade.

1. Qaundo os alunos chegarem, na rodinha inicial, proponha o trabalho sempre dizendo que vamos conhecer uma lenda indígena, afinal hoje é um dia importante para os índios, mas sem abandonar que é o início de um estudo.

2. Quando todos estiverem sentados entregue as tampas das caixas de pizzas desmontadas . A lenda deve ser contada por parte e a caixa deve ser montada durante a história.


3. Caso você tenha habilidade paa desenhar pode ir desenhando a proporção que a história for rolando.



4. A lenda deve ser conatada com muita ênfase e dramaturgia, a im de empolgar a turma. Faça com que os alunos tenham sentimentos de amor e ao mesmo tempo da tragédia que envolve a trama da lenda.

5. Os alunos montaram uma vitória - régia com a caixa de pizza; atrás da caixa colamos o texto da lenda da vitóri - régia;

6. Depois de tudo pronto os alunos, em grupo, fizeram a  releitura da lenda. Foi muito divertido. Cada equeipe contava a lenda com uma relevância diferente.

7. Depois de tudo pronto hora da atividade, porém não deu para ser concluída concluída hoje. No final estarão a aividade e o texto, porém lembrando que é apenas o início de um trabalho curricular e que terá continuidade posteriormente.
Bom eu seguir esses princípios, agora veja os resultados, as atividades envolvidas e o processo.


Alunos pintando a vitória régia. Aqui estav em questão o lindo rio onde Naiá deitava-se a beira espeando o rei guerreiro Lua
Continua o mesmo momento
Imagine como foi um momento tão gostoso para eles. Este aluno queria saber se onde os índios moram ainda tem desta flor...., ou seja a plantinha vitória régia. Vale a pena pasar um filme sobe a Amazônia.
Pintando ainda!
Neste momento já chegamos ao afogamento de aiá e quando o guerreiro índio Lua a transformou em flor da vitória régia e que só abre a noite. 
Momento de reconto oral em trio. Foi muitolegal
Este trio fixou muito sobre o reflexo da Lua no rio!
Este trio foi bem detalhista!
Aqui foi um quateto. Ees falaram muito em se transforma estrela!
A turma se arrumando para ir ao pátio mostrar o seu trabalho.
Eles mesmo tiraram a minha foto,  faltou só uma auxiliar.
A turma da tarde lotadíssima, infelizmente já não estava com todo gás, porém o trabalho também teve um bom resultado.
Um brilho para Naiá ficar ainda mais bonita!
O grupo fazendo a releitura coletiva. Um falava e outro ia completando
A alegria era geral!
Hora de ir pra casa e contar a todos da família a lenda da Vitória - Régia

Atividades:

2 comentários:

Fernanda Menezes disse...

Maravilhosa essa iniciativa Lusi, pois como especiaista em Cultura afro brasileira e índigena me sinto feliz quando um professor de fato trabalha a lei 11.645 na íntegra, valorizado os ponto positivos da cultura do outro e demonstrando para os alunos o quanto é importante respeitar as diferenças.Parabéns pelo belo trabalho.

Kátia Regina dos Santos disse...

Amei sua iniciativa, parabéns, pois acredito ser de suma importância este tipo de aula nos primeiros anos inciais da educação!