13 de mai de 2011

Projeto: Na Trilha da Humanidade Ação 01 do 1o ao 5o ano

Na trilha da humanidade: Bus tour trilhando na cidade do Salvador

Os alunos do 1o ao 5o ano, do Colégio Império, iniciaram a trilha da humanidade percorrendo a Cidade de Salvador afim de investigar sobre sua fundação, sua história e sua administração.

Através das contribuições dos indígenas, dos africanos e dos brancos portugueses, os alunos puderam analisar a primeira capital do Brasil e porque Tomé de Souza escolheu nossa cidade para iniciar o processo de colonização no Brasil.

Além disso, os alunos puderam conhecer pontos turísticos, centros administrativos e comeceias, a orla marítima, pontos históricos, patrimônios da humanidade, entre outras.

Em cada parada na trilha de Salvador', monitoramento, estudo e muita investigação.


Escolhemos um percurso que valorizasse a vinda de Tomé de Souza, pois tratava-se do aniversário de nossa cidade eambém de Pedro Álvares Cabral pela da ta do descobrimento.
Suimos pela Calçada e dislumbramos a Bahia de Todos os Santos. Antes de tudo, na paradinha do Largo do Tanque, os meninos puderam ouvir um pouco sobre a história deste local.


Depois de uma Breve aula sobre a história do Largo do Tangue seguimos a nossa trilha por por Salvador.


Logo na saída pelo viaduto dos motoristas uma passagem pela Calçada e informações sobre sua origem:

A Calçada é o primeiro bairro entre a Cidade Baixa e o Subúrbio ferroviário de Salvador. É neste bairro que se encontra a mais importante estação ferroviária da cidade, que liga a região de Água de Meninos ao bairro de Paripe. Há um plano inclinado que liga a Calçada ao Bairro da Liberdade.




Foi a primeira rua a ser calçada (asfaltada) e daí a origem de seu nome: Calçada.
A origem e o nome do bairro se dá através de um caminho que foi criado entre a atual avenida Jequitaia e o Bonfim, denominado "Calçada do Bonfim". Devido a criação da estação ferroviária da Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro no local, o comércio no bairro começou a desenvolver rapidamente, e hoje tem grande importância nessa região da cidade.






"A Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim tem mantido o mesmo objetivo atendendo às classes carentes e suas necessidades. Nesta seção será feito um panorama geral da instituição que tem suas raízes no século XVIII.






A instituição se localiza no estado da Bahia, na cidade do Salvador, na Avenida Jequitaia, número 375, no bairro de Água de Meninos.

Fundador: Joaquim Francisco do Livramento

Nascido na cidade de Florianópolis, o Frei Joaquim viveu toda a sua vida em razão de ajudar os pobres, viajando sempre a pé vivia como pedinte. Com recursos obtidos fundou em sua terra natal um hospital para os pobres. Deixou dois seminários para órfãos um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Confiou a direção destas instituições a confrarias religiosas. Em 1799 chegou à Bahia e fundou com as esmolas o Asilo de São José no antigo Distrito de Santo Antônio Além do Carmo. (FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS) (2006)



O Comércio - Bairro que liga cidade alta com a cidade baixa e que foi e é de extrema iportância na história de nossa cidade.
O Comércio situa-se na região limítrofe ao Porto de Salvador, junto à Baía de Todos os Santos, na parte conhecida localmente como "Cidade Baixa" da capital baiana.
As ruas transverais recebm o nome dos países que ali se colocava com suas mercadorias para venda na época colonial ( Ex: Rua da Inglaterra)

Faz limite com a Baía, a oeste; com Sé, Pelourinho e o Pilar, a leste; com Santa Tereza a sul e com Água de Meninos, ao norte.
Três avenidas, paralelas ao Porto, cortam o bairro: Avenida da França (onde está o Terminal da França, para ônibus urbanos), a Avenida Estados Unidos e a Avenida Miguel Calmon. As três são confluentes ao sul com a Avenida Lafaiete Coutinho que, assim como a Ladeira da Montanha (antiga zona de prostituição intensa), ligam o bairro à "Cidade Alta".



O mercado Modelo

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos diversos.


                                                                 Elevador Lacerda

Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, utilizando peças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Após a sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre a Cidade Alta, onde se encontra o centro histórico, e a Cidade Baixa, local de concentração de atividades financeiras e comerciais em Salvador. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportam 32 passageiros cada uma, com um tempo de permanência de 22 segundos




Uma chuva de informações e conhecimentos sobre os fortes da cidade

Os Fortes eram os principais elementos do sistema de defesa da capital colonial do Brasil. As velhas trincheiras, baluartes e torres que ocupavam lugares estratégicos de defesa ganharam muralhas e baterias de canhões.

Alguns projetos nasceram da criatividade dos militares portugueses, outros foram desenhados por engenheiros militares das escolas italianas e francesas, contratados pelo governo colonial, e mostram o aproveitamento das condições naturais do terreno, não só para as necessidades de defesa, como também para o exercício da mais bela plasticidade.




É interessante observar que cada Forte tinha um patrono, a maioria deles santos masculinos, sendo os de Santa Maria e de Nossa Senhora de Mont Serrat algumas das exceções.

Isto mostra a pretenção religiosa do catolisismo sobre a colônia e sua relação com a coroa portuguesa no processo de coloização do Brasil, além da  grande infuencia da religião católica daquela época.



Durante a trilha na cidade os meninos puderam perceber a quantidade de fortes por todos os pontos estratégicos e que tornou perceptível como existiam invasão no Brasil, pois eles comentavam:

"Poxa quantos fortes????"
"Todo undo queria invadir nossa cidade!"
"Acho que deve tr um monte de navio no fundo do mar!"

O Farol da Barra, o olho da cidade

No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente, e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos os Santos em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros itens, para abastecer o mercado consumidor europeu.

Atualmente o farol encontra-se consagrado como um dos ícones da capital baiana, inspirando artistas e poetas. É também um museu com informações sobre a colonização em nossa cidade.





 

Oba! Parada para o lanche e depois retornamos a nossa trilha no bus tuor pela nossa cidade:
 


 depois do lanche no Habibis voltamos à nossa trilha..


Passando por toda orla marítima da Barra foi possível trilhar os caminhos de Tomé de Souza na escolha de nossa cidade como sede de governo e por isso Salvador tornou-se a Primeira capital do Brasil.
Antes mesmo de ser fundada cidade, a região já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.


Em 1536, chegou à região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.

Nossa trilha continuou e subindo a ladeira da Barra também descobrimos em nossa trilha um cemitério tmbado que pertenceu aos ingleses. Os meninos ficaram surpresos, pois não sabiam que até um cemitério podia ser tombado. Fiquei me perguntando : quantas pssoas em Salvador sabem disso? Quantos alunos em nossas escolas tiveram esta vivência? É por isso que sei que o Colégio Império tem um compromisso especial pela educação.


Bem próximo da elevação onde se encontra a Igreja de Santo Antônio da Barra, à direita da Ladeira da Barra, acha-se o Cemitério dos Ingleses, construído numa área absolutamente privilegiada, formando juntamente com o Forte de São Diogo, a Igreja de Santônio da Barra e os antigos casarões da Vitória, um espaço de singular apelo histórico e cultural।


Detalhe muito curioso e que merece registro é o fato de que o Cemitério dos Ingleses foi instalado duas décadas antes da abertura do Cemitério do Campo Santo। Antes disso, com poucas exceções, os baianos católicos eram enterrados nas igrejas ou nas suas proximidades। Aos estrangeiros protestantes só cabia a opção de construir seus próprios cemitérios ao ar livre como era feito com os escravos e marginais.


Seguimos a nossa trilha até chegarmos ao Campo Grande e ai os meninos puderam ver o munumento do dia 2 de julho que é de grande importância não apenas para nós baianos, mas para todos os brasileiros, pois este monuento relata a verdadeira Independência do Brasil, pois foi onde começou a colonização que terminou o Império português no Brasil firmando nossa Independência.
A tartaruga representa : A Independência demorou, foi tardia, mas chegou.


O índio matando a cobra sugeri a força indígena na batalha 2 de julho contra as cobras (exercíto portugues ainda no Brasil após o dia 7 de setembro). Só no dia 2 de julho do ano seguinte, realmente aconteceu a independência do Brasil.

 Na continuidade passando por toda Avenida 7, chegamos na Praça Castro Alves. Os meninos puderam ficar frente ao monumento que faz homenagem ao poeta dos escravos: Castro Alves.
 


Seguimos até a Praça da Sé e outra paradinha, pois ali visitamos a Câmara dos Veradores e a Casa do Governador, além de vermos e criticarmos o contraste presente da Prefeitura móvel. Todos concordaram que não combina com o restante da paisagem naquele espaço.


Após um breve descanso o retorno para escola com uma bagagem repleta de informações! Até a proxima ação do nosso projeto: Na trilha da humanidade!






Um comentário:

Fernanda Menezes disse...

Importantíssimo trabalho , pois a forma como o Império trabalha a aula em campo é bastante interessante ,pois além da visitação é feito um trabalho em sala de aula para sistematizar o conteúdo.